[Desafio , topam?!]

Discussão em 'Botecolandia' iniciado por Zitadam, 19 Março 2015.

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  1. Zitadam

    Zitadam Craftlandiano
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    Eae galerinha do bem =p
    De boa com vocês?!

    Eu adoro poesias , poemas , frases com efeito , entre outros ... e queria propor um DESAFIO a vocês !
    O desafio é o seguinte :
    Duvido alguém ler essa poesia :

    "Sou uma Sombra! Venho de outras eras,
    Do cosmopolitismo das moneras...
    Pólipo de recônditas reentrâncias,
    Larva de caos telúrico, procedo
    Da escuridão do cósmico segredo,
    Da substância de todas as substâncias!
    A simbiose das coisas me equilibra.
    Em minha ignota mônada, ampla, vibra
    A alma dos movimentos rotatórios...
    E é de mim que decorrem, simultâneas
    A saúde das forças subterrâneas
    E a morbidez dos seres ilusórios!
    Pairando acima dos mundanos tetos,
    Não conheço o acidente da Senectus
    — Esta universitária sanguessuga
    Que produz, sem dispêndio algum de vírus,
    O amarelecimento do papirus
    E a miséria anatômica da ruga!
    Na existência social, possuo uma arma
    — O metafisicismo de Abidarma —
    E trago, sem bramânicas tesouras,
    Como um dorso de azêmola passiva,
    A solidariedade subjetiva
    De todas as espécies sofredoras.
    Com um pouco de saliva quotidiana
    Mostro meu nojo à Natureza Humana.
    A podridão me serve de Evangelho...
    Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques
    E o animal inferior que urra nos bosques
    É com certeza meu irmão mais velho!
    Tal qual quem para o próprio túmulo olha,
    Amarguradamente se me antolha,
    À luz do americano plenilúnio,
    Na alma crepuscular de minha raça
    Como uma vocação para a Desgraça
    E um tropismo ancestral para o Infortúnio.
    Ai vem sujo, a coçar chagas plebéias,
    Trazendo no deserto das idéias
    O desespero endêmico do inferno,
    Com a cara hirta, tatuada de fuligens,
    Esse mineiro doido das origens,
    Que se chama o Filósofo Moderno!
    Quis compreender, quebrando estéreis normas,
    A vida fenomênica das Formas,
    Que, iguais a fogos passageiros, luzem...
    E apenas encontrou na idéia gasta,
    O horror dessa mecânica nefasta,
    A que todas as coisas se reduzem!
    E hão de achá-lo, amanhã, bestas agrestes,
    Sobre a esteira sarcófaga das pestes
    A mostrar, já nos últimos momentos,
    Como quem se submete a uma charqueada,
    Ao clarão tropical da luz danada,
    O espólio dos seus dedos peçonhentos.
    Tal a finalidade dos estames!
    Mas ele viverá, rotos os liames
    Dessa estranguladora lei que aperta
    Todos os agregados perecíveis,
    Nas eterizações indefiníveis
    Da energia intra-atômica liberta!
    Será calor, causa úbiqua de gozo,
    Raio* X, magnetismo misterioso,
    Quimiotaxia, ondulação aérea,
    Fonte de repulsões e de prazeres,
    Sonoridade potencial dos seres,
    Estrangulada dentro da matéria!
    E o que ele foi: clavículas, abdômen,
    O coração, a boca, em síntese, o Homem,
    — Engrenagem de vísceras vulgares —
    Os dedos carregados de peçonha,
    Tudo coube na lógica medonha
    Dos apodrecimentos musculares!
    A desarrumação dos intestinos
    Assombra! Vede-a! Os vermes assassinos
    Dentro daquela massa que o húmus come,
    Numa glutoneria hedionda, brincam,
    Como as cadelas que as dentuças trincam
    No espasmo fisiológico da fome.
    É uma trágica festa emocionante!
    A bacteriologia inventariante
    Toma conta do corpo que apodrece...
    E até os membros da família engulham,
    Vendo as larvas malignas que se embrulham
    No cadáver malsão, fazendo um s.
    E foi então para isto que esse doudo
    Estragou o vibrátil plasma todo,
    À guisa de um faquir, pelos cenóbios?!...
    Num suicídio graduado, consumir-se,
    E após tantas vigílias, reduzir-se
    À herança miserável dos micróbios!
    Estoutro agora é o sátiro peralta
    Que o sensualismo sodomista exalta,
    Nutrindo sua infâmia a leite e a trigo...
    Como que, em suas células vilíssimas,
    Há estratificações requintadíssimas
    De uma animalidade sem castigo.
    Brancas bacantes bêbedas o beijam.
    Suas artérias hírcicas latejam,
    Sentindo o odor das carnações abstêmias,
    E à noite, vai gozar, ébrio de vício,
    No sombrio bazar do meretrício,
    O cuspo afrodisíaco das fêmeas.
    No horror de sua anômala nevrose,
    Toda a sensualidade da simbiose,
    Uivando, à noite, em lúbricos arroubos,
    Corno no babilônico sansara,
    Lembra a fome incoercível que escancara
    A mucosa carnívora dos lobos.
    Sôfrego, o monstro as vítimas aguarda.
    Negra paixão congênita, bastarda,
    Do seu zooplasma ofídico resulta...
    E explode, igual à luz que o ar acomete,
    Com a veemência mavórtica do ariete*
    E os arremessos de uma catapulta.
    Mas muitas vezes, quando a noite avança,
    Hirto, observa através a tênue trança
    Dos filamentos fluídicos de um halo
    A destra descarnada de um duende,
    Que, tateando nas tênebras, se estende
    Dentro da noite má, para agarrá-lo!
    Cresce-lhe a intracefálica tortura,
    E de su'alma na caverna escura,
    Fazendo ultra-epiléticos esforços,
    Acorda, com os candeeiros apagados,
    Numa coreografia de danados,
    A família alarmada dos remorsos.
    É o despertar de um povo subterrâneo!
    É a fauna cavernícola do crânio
    — Macbeths da patológica vigília,
    Mostrando, em rembrandtescas telas várias,
    As incestuosidades sanguinárias
    Que ele tem praticado na família.
    As alucinações tactis* pululam.
    Sente que megatérios o estrangulam...
    A asa negra das moscas o horroriza;
    E autopsiando a amaríssima existência
    Encontra um cancro assíduo na consciência
    E três manchas de sangue na camisa!
    Míngua-se o combustível da lanterna
    E a consciência do sátiro se inferna,
    Reconhecendo, bêbedo de sono,
    Na própria ânsia dionísica do gozo,
    Essa necessidade de horroroso,
    Que é talvez propriedade do carbono!
    Ah! Dentro de toda a alma existe a prova
    De que a dor como um dartro se renova,
    Quando o prazer barbaramente a ataca...
    Assim também, observa a ciência crua,
    Dentro da elipse ignívoma da lua
    A realidade de uma esfera opaca.
    Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,
    Abranda as rochas rígidas, torna água
    Todo o fogo telúrico profundo
    E reduz, sem que, entanto, a desintegre,
    À condição de uma planície alegre,
    A aspereza orográfica do mundo!
    Provo desta maneira ao mundo odiento
    Pelas grandes razões do sentimento,
    Sem os métodos da abstrusa ciência fria
    E os trovões gritadores da dialética,
    Que a mais alta expressão da dor estética
    Consiste essencialmente na alegria.
    Continua o martírio das criaturas:
    — O homicídio nas vielas mais escuras,
    — O ferido que a hostil gleba atra escarva,
    — O último solilóquio dos suicidas —
    E eu sinto a dor de todas essas vidas
    Em minha vida anônima de larva!"
    Disse isto a Sombra. E, ouvindo estes vocábulos,
    Da luz da lua aos pálidos venábulos,
    Na ânsia de um nervosíssimo entusiasmo,
    Julgava ouvir monótonas corujas
    Executando, entre caveiras sujas,
    A orquestra arrepiadora* * do sarcasmo!
    Era a elégia* ** panteísta do Universo,
    Na podridão do sangue humano imerso,
    Prostituído talvez, em suas bases...
    Era a canção da Natureza exausta,
    Chorando e rindo na ironia infausta
    Da incoerência infernal daquelas frases.
    E o turbilhão de tais fonemas acres
    Trovejando grandíloquos massacres,
    Há de ferir-me as auditivas portas,
    Até que minha efêmera cabeça
    Reverta à quietação da treva espessa
    E à palidez das fotosferas mortas!


    Antes de falar que tá com preguiça ... esse não é o maior poema do mundo huehue .

    Quero ver se alguém sabe resumir essa poesia .-.
    infelizmente vou ficar querendo ,-,
    ninguém vai ler mesmo
     
  2. LecheCL

    LecheCL Craftlandiano
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    Vou ler, pera.
    Mentira XD
    Vou ler metade depois desisto '-'
     
  3. Hotbull

    Hotbull Craftlandiano
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  4. Zitadam

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    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    sabia :p

    O pessoal tem preguiça de ler 2 linhas

    Será que alguém vai ler!?
     
  5. evertonschuster

    evertonschuster Excelente
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    n e mto dificel
     
    Roodrigo e cannibal curtiram isso.
  6. MonsterKiLL

    MonsterKiLL Craftlandiano
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    yMonsterKiLL
    Não gostei do desafio .
     
  7. zGoldenDragon

    zGoldenDragon Craftlandiano
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    zViniciusBolado
    Deu uma preguiça so de ver heuehue
     
  8. zFilipe

    zFilipe Craftlandiano
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  9. joaopiteer

    joaopiteer Craftlandiano
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    Li só o primeiro verso
     
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  10. JoseAugustoBR

    JoseAugustoBR Excelente
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    JoseAugustoBR
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    Lendo...
     
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  11. X Leonardo Rener X

    X Leonardo Rener X Craftlandiano
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    yBlackFlame
    Fala sobre trovoes, asas de mosca negra e augum tipo de macumba ? -q
     
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  12. Nowzek

    Nowzek Excelente
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    O Resumo é assim , Nem LI
     
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  13. renazera

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    Já li XD
     
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  14. cannibal

    cannibal Razoavel
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    cannibalXx
    Bateu uma preguiça agr
     
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