Qual é o melhor aplicativo de streaming de músicas? [hr] Deezer - multiplataforma e com mais funções O Deezer é comercializado no Brasil em parceria com a TIM, onde os clientes da operadora podem contratar alguns planos com franquias específicas para consumir o serviço. Entretanto, essa não é uma restrição para assinatura do aplicativo, visto que qualquer usuário com cartão de crédito nacional e internacional, ou conta no PayPal, pode ativar uma assinatura. Sem opção para assinatura familiar, o Deezer possui um plano mensal de R$ 14,90, além de gifts cards com assinaturas trimestrais (R$ 44,70), semestral (R$ 89,40) e anual (R$ 178,80), sem renovação automática. A versão gratuita do serviço não é muito limitada, mas também não foge daquilo que já conhecemos de outros serviços: faixas aleatórias obrigatórias, anúncios entre as músicas e modo off-line inativo. Nessa opção apenas playlists e os chamados mixes estão disponíveis, ou seja, você não pode ouvir um álbum completo e passar as faixas manualmente. Ainda sim, para quem não gosta de baixar arquivos de música e está sempre com alguma conexão de internet disponível, o plano grátis do Deezer é ótimo. Spoiler Este é o aplicativo de streaming que eu uso Quando eu assinei o Deezer pela primeira vez, há quase três anos, gostava bastante da interface web do serviço, com ótimas opções e funções expostas de maneira bem intuitiva. Hoje, contudo, notei que a versão web está bem melhor, assim como a versão para smartphones e tablets. Minhas impressões foram ótimas: notei que o serviço amadureceu muito com o tempo. O aplicativo para Android está mais funcional e menos lento, os bugs sumiram e existe um forte apelo para redes sociais. O modo de alta qualidade executa músicas entre 256Kbps e 320 Kbps no formato de compressão de MP3. O áudio é bom e limpo; tenho utilizado um fone de ouvido na Pioneer onde consigo identificar os graves e agudos bem pronunciados. O Deezer possui um equalizador embutido e uma função excelente para ouvir podcast, mas se mostrou lento na velocidade de sincronização de músicas offline. Se você busca por um aplicativo com muitas opções de compartilhamento em redes sociais, login por qualquer conta (Google e Facebook), e boa interface web, o app é uma boa pedida. [hr] Spotify - melhor acervo musical e interface do usuário O Spotify é o meu atual serviço para streaming de músicas, onde pago mensalmente por uma assinatura familiar R$ 22,35. Esse plano permite que duas pessoas utilizem uma assinatura separadamente em até 3 dispositivos cada, sem que um interfira na seleção de músicas do outro ou qualquer problema desse gênero. O plano individual custa R$ 14,90 por mês e a assinatura gratuita possui os mesmos limites do Deezer. Gosto do Spotify pelo forte apelo do aplicativo para suas playlists, integração com redes sociais, qualidade de música no nível extremo, equalizador próprio e multiplataforma. Utilizo muito o Chromecast, assim como o Playstation 4, e uma integração entre eles era mais do que bem-vinda. Além disso, enquanto trabalho, utilizo o aplicativo para Mac que também salva as músicas offline e sincroniza via Wi-Fi e Bluetooth com outros gadgets que tenho espalhados pela casa, como uma caixa Bluetooth da Logitech e meu smartphone Android. Posso controlar a mesma música a partir de qualquer um desses dispositivos. Como disse anteriormente, as playlists são o grande destaque do Spotify, principalmente por serem criadas para situações cotidianas e momentos festivos. Utilizei por muitos anos um aplicativo chamado Songza, que era totalmente baseado em playlists e que foi comprado pelo Google em 2013; portanto, gosto da praticidade de procurar por um termo específico e ter como retorno boas playlists que correspondem ao que pesquisei, como acontece com o Spotify. Além disso, existem funções específicas para atividades físicas e uma integração interessante com o sistema Android. O áudio do Spotify é de até 320 Kbps em MP3, embora os desenvolvedores do app garantam que essa taxa não seja comprimida, como acontece com o formato MP3 tradicional. O som é excelente e equilibrado, mesmo sem a ajuda do equalizador do app. [hr] Apple Music - bom, mas limitado O Apple Music está assinado como beta na Play Store, embora seja um serviço estável e com alguns recursos interessantes. Para utilizar o período grátis de 90 dias é preciso manter um cartão de crédito internacional cadastrado. Após a confirmação do método de pagamento e da criação de um Apple ID, o serviço é liberado. A assinatura mensal custa 4,99 dólares (aproximadamente R$ 18,00), sem opção para plano familiar no Android. Além de um smartphone do gênero, é possível sincronizar a assinatura com o iTunes num Mac ou PC. Testei o Apple Music no iTunes do Mac e tudo funcionou conforme o anunciado: catálogo vasto, playlists pré-determinadas de acordo com o gosto do usuário e a possibilidade de ouvir a Beats 1, a rádio do serviço. Ela funciona durante 24 horas, comandada por uma equipe de editores da Apple e alguns DJs renomados do ramo. Mesmo no plano gratuito é possível ouvir a rádio do Apple Music, embora as estações não estejam disponíveis nessa modalidade; ou seja, você escuta ela ao vivo mas não é possível ouvir apenas uma estação de um gênero específico. O Connect é uma rede social de artistas e bandas que realiza uma espécie de integração com suas respectivas redes sociais, embora exista um ou outro artista que procura fazer publicações específicas para o serviço. O Connect pode ser usado no plano gratuito também. As restrições ficam por conta daquilo que já conhecemos: não é possível sincronizar músicas em modo offline ou adicioná-las na biblioteca do Apple Music. A interface do aplicativo para Android é simples e um pouco confusa em alguns momentos. Não é possível acompanhar a sincronização de músicas enquanto o usuário navega pelo app, por exemplo; além disso, as opções de compartilhamento em redes sociais e de playlists ficam um pouco escondidas. A assinatura acaba não compensando muito pelo fato do Apple Music fazer aquilo que opções econômicas já fazem com "os pés nas costas" e muitos extras. Além disso, a usabilidade da plataforma é mais convidativa para quem possui dispositivos iOS ou Mac. [hr] TIDAL - melhor acervo em alta definição Você pode assinar o TIDAL através de um cartão de crédito ou conta do PayPal. O serviço possui uma assinatura básica com músicas em alta qualidade por R$ 15,00; e outra específica para músicas em alta definição (Hi-Fi) que custa R$ 30,00. O TIDAL possui um plano família para até 5 dependentes que sai por R$ 46,00 para músicas em alta qualidade e R$ 91,00 no plano Hi-Fi. As restrições do plano gratuito são as mesmas dos demais serviços que listamos acima, exceto pelo fato de ser possível executar vídeos durante o período de 30 dias grátis. O modo Hi-Fi também está disponível para degustação, embora para ambas as modalidades seja obrigatório o pré-cadastro de um cartão de crédito. A interface do aplicativo é intuitiva e com opções bem interessantes, como o TIDAL Rising, que exibe os últimos lançamentos do serviço e o TIDAL Discovery, que funciona como um guia de indicações musicais. Dá para notar que a qualidade do modo Hi-Fi é superior; no entanto, você precisa ter boa sensibilidade auditiva e bons fones de ouvido, caso o contrário sua percepção será de uma qualidade convencional. O TIDAL oferece a regulagem da qualidade padrão do streaming e integração com o Facebook e a Last.fm. O catálogo do TIDAL é grande, mas as opções na qualidade Hi-Fi são poucas, mais reservadas para lançamentos recentes ou álbuns mais clássicos. A sincronização é muito lenta em qualquer plano e existe uma instabilidade no aplicativo que, por diversas vezes, tirou minhas músicas do modo offline sem minha permissão. Se você procura por um aplicativo para usar com bons fones ou conectado em um aparelho de som potente, o TIDAL é uma escolha interessante. Para o usuário convencional outras opções são mais atraentes. [hr] Play Música - melhor serviço integrado ao Android O Play Música é o serviço para streaming de músicas do Google, totalmente integrado com a biblioteca de canções do Android e com a Play Store. As playlists são os pontos fortes do Play Music, assim como a variedade do catálogo e as opções de configuração do serviço. A assinatura mensal custa R$ 14,90 com período gratuito de 90 dias. O Play Música também se conecta com o Chromecast e com as Android TVs, além de possuir uma versão web e um aplicativo para iOS. É possível transferir até 500 mil músicas do iTunes e sincronizá-las offline em qualquer dispositivo que tenha o Google Play Música instalado. O modo offline possui as mesmas restrições dos demais serviços e, assim como o Apple Music e o TIDAL, após o período gratuito todos os acessos à biblioteca de músicas do serviço são desabilitados. O serviço do Google é uma das melhores opções do mercado, principalmente para os usuários do Android. Particularmente, não consigo me adaptar ao Play Música, mesmo fazendo diversos testes na plataforma. Sinto que algumas funcionalidades ficaram de fora, assim como falta um apelo musical maior entre as interfaces do app. Pode-se dizer que o Play Música é o mais prático da nossa seleção no quesito usabilidade: adicionou, baixou e ouviu. As músicas marcadas como "gostei" ficam separadas numa guia específica do aplicativo, além de existir uma opção para consultar os álbuns recém-adicionados. O serviço é uma boa opção para quem procura praticidade e que já esteja instalado no Android, com boa qualidade sonora e um período gratuito longo.
Boa matéria, infelizmente os Jornalistas não tem o devido reconhecimento hoje em dia, só querem saber se for de interesse próprio...