Aaata agora eu entendi, Nunca teria percebido essa "ligação". Mas porque quando pesquiso sobre esse assunto aparece imagens de pessoas semelhantes a indígenas :huh:
Isso acontece justamente porque a proposta do texto é forçar o leitor a uma interpretação, a pensar, e com isso levá-lo a conclusões próprias - conclusões estas que convergirão sempre para um mesmo conceito final graças à lógica usada no texto ser "definitiva", por assim dizer. Aliás, a dica do [member=iCyber] ao apresentar que "Sonacirema" nada mais é que "Americanos" escrito ao contrário já é uma baita colher de chá! Acredito que a proposta original se negue até mesmo a isso pois - pra alguém com um mínimo de agilidade mental - depois dessa dica se tornaria MUITO fácil prosseguir nas etapas filosóficas! Detalhe: eu já desconfiava que tivesse algo a ver mesmo, mas ontem a noite ainda, depois que eu postei a dica da "Terras de Vespúcio", o próprio Cyber me confidenciou que isso tinha sido matéria na aula de Sociologia dele. Isso é uma característica típica até mesmo das Tragédias do Teatro Grego, onde a apresentação dos temas era feita de maneira tão extrapolada e caricata até mesmo para evitar a censura daqueles que estariam sendo criticados. E garantindo, dessa forma, que a mensagem final fosse transmitida para o resto da população. Agora, fato é que estamos em uma época de forte crescimento da geração chamada "só a cabecinha". Uma turma que sente tamanha cobrança em TER de se posicionar sobre QUALQUER assunto aparentando profundidade, e numa vastidão tão grande de assuntos, que acaba se resumindo apenas aos "títulos" (ou manchetes) destes assuntos - afinal, mal terminada a abordagem deste já há um caminhão de novos temas a se pronunciar! Com isso estamos perdendo a capacidade até mesmo de raciocínio! Pois pra agilizar essa imensidão de temas aos quais precisamos emitir algum pronunciamento, acabamos por "alugar nossas cabeças" por terceiros de destaque - resultando que no fim das contas tais posicionamentos são vazios e não absorvemos nada de fato, mesmo após sermos confrontados com tanta coisa diferente! E daí vão surgindo cada vez mais grupos polarizados e radicais (pois para facilitar a autoidentificação de alguém com uma ideia é necessário que ela seja extremamente contrastante com sua ideia oposta, não permitindo nuances) que, no fim das contas, sequer sabem pelo quê estão se posicionando de fato e se tornam meros fantoches nas mãos daqueles que criam essas ideias "locatárias de cabeças"! Capisce?